O titulo da matéria á primeira vista parece muito pesado, ainda mais para quem vê a exuberância de nossas matas, a beleza de nossos rios e a diversidade de nossa fauna. Mas a verdade está escondida justamente na densidade destas mesmas matas onde rios e igarapés deslizam silenciosa e calmamente em busca do manancial maior, o majestoso rio Guaporé.
O progresso está cobrando um preço muito alto da nossa região, nossa fauna sendo atropelada ás dezenas ao longo da rodovia agora asfaltada e que é sem duvida a principal ferramenta do desenvolvimento regional.
Também vemos extensões de terra sendo preparadas para lavouras de alta produção e grande tecnologia , é a soja, o milho e o algodão fazendo a ocupação e trazendo riquezas para a região. Mas também, trazendo os agrotóxicos que nos envenenam lenta e silenciosamente.
Agora recentemente um desastre ainda não totalmente dimensionado o derrame de amônia no rio Bananeira, na área urbana do município de Seringueiras por uma indústria de derivados de leite. Milhares de peixes foram envenenados e acumulavam apodrecidos em todo o curso da água, que corre para o rio São Miguel, um dos principais afluentes do Guaporé. Fato que causa apreensão uma vez não se divulgou nenhuma providencia visando sanar tal situação, ou ao menos a expedição de uma nota esclarecedora á comunidade alertando quanto aos cuidados devidos.
Assim afirmamos sem sombra de duvida que nosso paraiso está ameaçado e se não houver um trabalho sério de conscientização, certamente está também com seus dias contados.
Fonte: Jornal Correio do Vale




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